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O Caderno de Maya

Maya Vidal: a personagem mais cativante e diferente de tudo que a Isabel Allende já criou!

C0NFIRA!

Qualquer coisa por você

Acho que não sou a única que acredita que os animais são enviados por Deus, ou seja o que for que você acredita!

C0NFIRA!

Brinquedos x Sexualidade

Existe ligação entre sexualidade e brinquedos infantis?

C0NFIRA!

Arte simples e inusitada

Rolo de papel higiênico também é arte?

C0NFIRA!

Rolo de papel higiênico também é arte!


Você vê alguma utilidade para o papel higiênico além da habitual? Pois bem, a artista francesa Anastassia Elias consegue atribuir arte a esses pequenos cones de papelão. Isso mesmo: ARTE! Dentro de cada rolinho ela cria cenários em miniatura retratando o cotidiano em pequenos recortes colados.
Confira uma pequena parcela do trabalho da Anastassia nas fotos abaixo (não esqueça de clicar sobre alguma para ampliar):





















O mais interessante de tudo é a riqueza em detalhes, mas haja paciência hein! Veja o desenvolver ao longo de alguns projetos como são bem detalhados e elaborados:






O Caderno de Maya

Quem me conhece sabe que sou apaixonada pela Isabel Allende! Seu estilo encantador e envolvente de escrever cativa qualquer um! Comecei lendo “Zorro: o começo da lenda”, depois “A casa dos espíritos” e daí por diante não consegui mais parar! É notável a entrega da autora a cada romance que ela escreve. Detalhe: ela é feminista e geralmente seus livros tem um contexto histórico e se passam em séculos passados. Quando estive com o Caderno de Maya em mãos pela primeira vez, não consegui acreditar que era da Isabel! Juro! Olhei bem para a capa, encarei a ilustração, li a sinopse e depois pensei comigo mesma: “Mentiiiira! Super preciso ler essa poha!” *o* E para minha surpresa, a história se passa nos dias atuais. Quem diria hein Dona Isabel? Mas vamos logo a resenha, duvido que você não vá correr pra livraria depois haha.


A protagonista é Maya Vidal, a personagem mais cativante e diferente de tudo que a Isabel já criou! E é a própria quem conta a história através de uma narrativa intensa, rica em detalhe e envolvente. Melhor, deixe que a própria se apresente: 


    Sou Maya Vidal, dezenove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado – por falta de oportunidade, e não por frescura -, nascida em Berkeley, Califórnia, passaporte norte-americano, temporariamente refugiada numa ilha ao sul do mundo. Me chamaram de Maya porque minha Nini é fascinada pela Índia e não ocorreu outro nome a meus pais, mesmo tendo tido nove meses para pensar. Em hindi, maya significa ‘feitiço, ilusão, sonho’. Nada a ver com o meu temperamento. Átila me cairia melhor, porque onde boto os pés não nasce mais pasto.
          Minha história começa no Chile com a minha avó, a minha Nini, muito antes de eu nascer, porque, se ela não tivesse imigrado, não teria se apaixonado pelo meu Popo nem se instalado na Califórnia, meu pai não teria conhecido minha mãe e eu não seria eu, mas uma jovem chilena muito diferente”.

 A história começa com Maya chegando a Chiloé (uma cidadezinha no Chile) para se refugiar do FBI e da máfia que estavam atrás dela. Alternando entre presente e passado, a história é dividida em quatro partes, sendo elas: verão, outono, inverno e primavera. Maya passa a escrever cada detalhezinho de sua vida no caderno após recebê-lo de presente de sua avó Nini.
Nidia (Nini) fugiu do Chile com o filho de nove anos, Andrés (pai de Maya), na época do Golpe Militar, após saber da morte do marido jornalista. No Canadá, Nidia conheceu Paul Ditson, por quem se apaixonou. Logo os dois casaram-se e foram viver nos EUA. A mãe de Maya era uma aeromoça dinamarquesa, não uma Princesa da Polônia como Maya pensava, e seu relacionamento com Andrés ia de mal a pior e sem pensar previamente entregou sua filha aos avós para que eles cuidassem dela. Andrés quase não via a filha porque era piloto e raramente ficava em casa. Contudo, a infância de Maya fora maravilhosa. Mas infelizmente após a morte de seu avô de consideração, Paul, a quem Maya chamava de Popo, ela perdeu toda a base que a mantinha no controle.
Se antes Maya era uma aluna exemplar, após ser abalada pela morte de Paul, ela se transformou numa espécie de monstro. Começou matando aula, roubando lojinhas, andando com meninas de aparência gótica (porém de mentalidade fútil), extorquindo pedófilos, cheirando pó e enganando sua pobre Nini. O fruto da sua irresponsabilidade inicialmente foi um grave acidente de bicicleta. A coitada quase perdeu a vida, mas isso não foi nada em comparação com os acontecimentos posteriores... Seu pai a internou numa clínica de reabilitação, mas Maya pensando em dar-lhe uma lição aproveitou o incêndio na clínica para fugir e fora parar em Las Vegas, onde conheceu Brendan Leeman: seu salvador que a levou para o inferno em questão de milésimos. Desde então ela passou a fazer parte de um esquema de distribuição de drogas e sem perceber começou a cavar a própria cova se afundando cada vez mais no vício.
Numa tentativa de tentar se desprender desse submundo da criminalidade, Maya fora parar em Chiloé na casa de Manoel Arias, um antigo amigo de sua Nini. É nesse contexto de contradição que a história decorre: monotonia (Chile) e agitação (Las Vegas); felicidade (infância) e tristeza (adolescência); prazer (drogas) e desgraça (abstinência, prostituição, miséria, abuso sexual). Sem seguir um padrão específico, Maya conta sua história interpolando entre os acontecimentos que marcaram sua infância e adolescência até chegar aos fatos que culminaram a sua fuga a Chiloé. Foi nesse pequeno povoado que Maya fez amizades com personagens marcantes, como Blanca Schnake (filha de um homem rico e responsável pela única instituição de ensino de Chiloé), Juanito Corrales, (um adorável garotinho que inicialmente parece ser apenas um fedelho, mas no desfecho da história, vira um herói) e até mesmo um leão marinho! A rotina pacata de Maya nesse povoado se resumia em: ajudar Manoel no seu livro sobre o Chiloé, treinar as crianças da escola em futebol e nadar na caverna da Pincoya.


A autora, Isabel Allende

Esta Maya me fez sofrer mais do que qualquer outro de meus personagens. Em alguns momentos, eu teria lhe dado uns tapas para fazê-la voltar à razão; em outros, eu a teria envolvido num abraço apertado para protegê-la do mundo e de seu coração imprudente.”
Isabel Allende


O que causa impacto durante a leitura é a verdade nua e crua totalmente despida sem o menor pudor a respeito do mundo do vício. Isso é passado de uma forma que vez ou outra você se pega pensando um pouco a mais sobre o assunto, principalmente quando Maya vira mendiga, vai parar nas ruas de Las Vegas, entra pra prostituição e acaba se degradando aos poucos. Milagrosamente, é Freddy, um amigo também viciado de Maya, que a tira das ruas e a leva para a casa de uma enfermeira “viúva de Jesus”  que a entrega de volta para os braços da avó. E quando pensei que a história já estava findando, foi muito pelo contrário... Mas se você quiser saber um pouco mais, é muito simples: basta ler o livro!
Me apaixonei por cada personagem *-* IMPOSSÍVEL não se envolver com eles. Talvez seja por isso que quando o livro acabou eu fiquei tipo “ahn? é isso? Mas o que aconteceu com fulano? E com beltrano? Maya arrumou um namorado?” Poisé... Confesso que fiquei um tanto decepcionada com o final, mas se tratando de Isabel Allende, muito difícil você falar “que lixo de livro!”. De longe, o Caderno de Maya foi um dos melhores livros que já li! Recomendo muitíssimo a quem sabe apreciar uma bela obra e goste de livro adulto ;)

          Algo que notei de interessante na capa do livro é que as características da ilustração condizem perfeitamente com a personagem Maya. Observe:

Capa do livro verso e frente, ilustração por Ana Juan.

Na foto: o livro "Êxtase" de Lauren Kate que eu comprei junto com o "Caderno de Maya".
Minha gatinha Bel tentando ser sexy com o meu livro.

Nome: O caderno de Maya
Autor: Isabel Allende
ISBN: 9788528615388
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 434
Acabamento: brochura
Formato: médio
Minha avaliação:


            
Bem, isso é tudo por hoje. Agora corre até a livraria e me diga o que achou do livro haha.
            Abraços!


A gloriosa morte


É muito simples, a morte vangloria toda uma obra!
Quando algum musico, pintor, poeta, escritor morre
sua obra parece ganhar um valor inestimável.

Foi assim quando James Dean se foi,
foi assim quando Marilyn se foi,
foi assim quando Elvis se foi,
quando John se foi,
quando Amy se foi,
quando Renato se foi, 
quando Kurt se foi,
quando Bob se foi,
quando Freddie se foi, 
quando Cassia, Cazuza, James, Maysa, e tanto outros que sou incapaz de me lembrar!

 Talvez o trabalho engrandeça os homens,
mas a morte os engrandece muito mais!

É incrível como aparecem fãs do nada quando alguém morre,
como eles parecem ser tão geniais,
sendo que ontem estavam esquecidos...
 
Devemos amar nossos ídolos não apenas na morte,
mas também em vida!
Para os fãs de verdade, doí pensar que jamais ouvirá uma musica nova,
ou uma nova obra ou um novo filme,
doí saber que você jamais poderá vê-lo de perto, 
que seus sonhos de conhece-lo e abraça-lo acabaram!

Sim, todos estes grandes artistas que morrem merecem o nosso respeito,
mas eles o mereciam desde sempre!
Mas somos hipócritas o bastante para ama-los apenas depois de sua morte,
para baixar as musicas e canta-las apenas depois que a pessoa se foi!
Será que era isso que eles pretendiam com suas musicas ou atuações ou obras?
Não os reconhecemos vivos por que temos vergonha ou por que somos pessoas profundamente alienadas, que só gostam do que está no jornal ou no Facebook?
É estranho ver que muitas pessoas que nem se importavam com a pessoa,
ou ate mesmo criticavam,
quando veem uma nota com a morte da pessoa, comentam e postam fotos dizendo que perderam um ídolo!

Deixo claro que uma coisa é respeito e a outra é falsidade!

Hoje mesmo é um daqueles dias em que milhares de pessoas estão dizendo que Chorão (vocalista do Charlie Brown, encontrado morto em seu apartamento) era um grande musico e que fará falta, e o pior é que a maioria destas pessoas o conhece apenas por ter feito (por seguidos anos) a abertura da novela Malhação.
Eu me pergunto se ontem, essas mesmas pessoas estavam pensando que ele era uma pessoa maravilhosa, na verdade, chego a suspeitar que a maioria nem conhece sua obra.
A falsidade e a falta de coragem do ser humano para admitir o que gosta e o que não gosta chega a ser assustadora.

Me pergunto quem mais teremos que perder para começar a dar valor aos nossos artistas.

Mas o mais irônico é ter que morrer 
para ser eterno!

"O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível."
-Chorão